Nome Artístico: Elafant

Nº da Carteira: 00474

Nif: 001203017HA030

Profissão Artística: Músico

CURRÍCULUM ARTÍSTICO

Elias Afonso António de 65 anos de idade, filho de Paz Augusto António com a mãe Ana Augusta, nascido aos 29 de Dezembro  de 1958 em Caconda, Província da Huíla, residente em Benguela, profissão Professor-Formação do Magistério Primário de Benguela, licenciatura em Ciências de Educação pelo ISCED-Benguela na especialidade de Educação Especial.  Quinto filho da família de onze irmãos; pai biológico de três filhos, pai espiritual de gerações  de filhos e filhas que revem na preparação recebida.

Formação Artística- 2º Ano preparatório de música pela academia de música de Luanda, professores: Carlos Gonzalez, Cubano e Helena Chanampa, Argentina; Directora da Academia Srª Maria de Fátima Viegas; actual Secretaria do Presidente João Lourenço Presidente da República de Angola.

Ingressou na Academia a partir do curso de superação artística  promovido pela secretaria de estado da cultura sob Direcção então Secretário Sr. Boaventura Cardoso.

A música é a vocação de maior ocupação artística mas por estar associadas à visão estética e “cultura do Belo” tem criatividade em várias áreas tais como poesia, prosa, escultura, desenho, pintura, artes gráficas, decoração dança declaração humanos, hardware, electricidade, electrónica, jardinagem, construção civil, costura, horticultura, tecelagem.

Numa visão mais ampla, a Arte e cultura representam valores cuja essência vem desde a ancestralidade paterna e materna, constituindo um legado dos pais com a graça acrescida da Educação Cristã, seus pais reverendo Augusto António  e Mamã Ana Augusto e os dois primeiros filhos Baptista e Lazaro ( todos em memorias) sendo as primícias do Tocoismo  constituíram o primeiro quarteto na igreja de Benguela na década de 1950. Seu pai já possuía um rico histórico coral nos tempos da juventude enquanto estudante do internato da Missão Evangélica de Kaluquembe que pela brilhante qualidade de cantor tiver a sido aprovado pelo mestre Henrique Kapiñala Ukuahamba Suku a Kuece a participar das festividades do jubileu.

Artista elegante predomínio de Elias Afonso António projectou-se do Coro familiar que para além de berço foi também campo de aculturação de valores onde a modalidade de canto constitua regra do culto matinal ou sentados à mesa após as refeições ou nas horas de laser, daí que tanto a habilidade do canto quanto os instrumentos musicais constituem valências do dom artístico devidamente recebido cujas vibrações sonoras o influenciaram desde o ventre materno, vindo a estar-se dentre os irmãos como pessoa de sonho elevadíssimo e de grande paixão pela música de louvar a Deus com excelência inteligência e grandeza da sua entrega participação em eventos culturais de relevo no país, nas maiores estruturas corais em Angola, na perspectiva de realizar-se na vida artística ou seja representar a arte em todo o lugar onde ela pudesse acontecer.

Com o decorrer do tempo, fruto da maturidade artística, encontrou na tropa o espaço de maior desempenho aliada a rapidez de leitura do momento, capacidade de improvisação salvaguardada pelo espontaneidade criativa sem descorar o factor unidade espiritual quanto mais como Trovador de Deus e deste modo veio a posicionar-se no pódio da Trova Nacional, como vencedor com a canção “A Mesma a Voz” de sua autoria e exibida em dueto com Francisco Melo, mais no entanto deu-se algo inesperado quando o juro entendeu anunciar alterando do primeiro lugar para o cantor do Cuanza-Sul e assim o segundo lugar, do  tal constrangimentos e rumores a justificação foi que a Província de Luanda (a qual estava a representar) sempre vencia os concursos. No entanto sem se deixar abalar de saber que o chefe de Estado, sua Excelência Presidente José Eduardo dos Santos, era a figura de destaque naquela gala, constituiu maior honra para a sua carreira artística.

O somatório das experiências adquiridas, crescimento e visão multifacética sobre a Arte, projectaram-no para desafios de vulto que exigiam enquadramento ao novo contexto, capacidade de inovação e aprimoramento artístico.

Participavam com assiduidade às sessões de Makas às 4ª feiras  na união dos Escritores Angolanos, porque naquela altura tinha uma colectânea de poemas escritos com aspirações de filiação na Brigada Jovem de Literatura mais tal não aconteceu no dia previsto, porque o mesmo local era também partilhado pelo Elinga Teatro e Orfeão Universitário de Luanda, enquanto subia as escadas sentiu-se o ganho pela bela harmonia vocal e acordes do piano, suas técnicas, reportório em suma, o Maestro Jorge Macedo aceitou seu pedido de ingresso no orfeão e assim foi o começo de uma nova era na sua vida.

Ocorreu uma simultaneidade de factos que se pode considerar como graça acrescida vinda de Deus por quanto o profeta Simão Toco a migo do seu pai que habitualmente enviava hinos do coro da família Augusto António gravados em cassete para acarinhá-Lo, orientou o chamamento do cantor Elias António para pertencer ao coro central da juventude, foi porta-voz desta mensagem a representante feminina da República do Zaire (actual RDC) Makiesse Josephine – “… O Tio disse neste coro falta uma pessoa, o filho do velho Augusto António, vão chamá-lo para pertencer ao Coro da Juventude…”

Correspondeu imediatamente ao chamá-lo e uma disponibilidade incansável tomou conta de si, com desdobramento de ensaios em vários coros num programa diário agido  por uma força que o impelia a não faltar e muito menos atrasar aos coros em que ensaiava: – Fruto da preparação física militar que possuía, corria da terra nova à marginal no orfeão universitário, depois subia novamente em corrida para o Rangel no ensaio do coro David, depois de cumprir este programa corria novamente à Terra Nova na residência do Tio Armando Jorge onde ensaiava o coro da juventude, depois de cumprir o ensaio corria para o bairro indígena no ensaio do Coro Tabernáculo. Sentia uma exigência interior tão grande que se não o fizesse, a sensação  era de explosão sobretudo a cabeça mas cumprindo a rotina sentia alívio total.

No seio do orfeão universitário de Luanda fundou o quinteto welwitchia que por ausência de alguns em Bolsa de Estudo deu lugar ao Duo Musical Animação com António Adriano Sebastião ambos do Naipe de Tenor. Este Duo fruto das suas actuações públicas, Rádio e Televisão, revolucionou a Trova Nacional na vertente vocal, técnicas de canto, entrosamento, reportório enriquecido até para infantis, recolha do folclore angolano.

PRESENÇAS EM RÁDIO E TELEVISÃO

R.N.A: Rádio Pió, O Sol, Boa Noite Angola, Quintal do Ritmo, Reencontrar a África; Carrossel.

Acto partidários JMPLA, OMA (Jornadas para mulher nas quais participaram também Lourdes Vandúnem, Katila Mingas, André Mingas, Acampamento Internacional da OPA no Futungo 2, Tardes Recreativas Juvenis de Igrejas em fim, um engajamento intenso em prol da Música pelo engrandecimento da cultura angolana. 

Os ensaios do Orfeão Universitário de Luanda foram baixando de intensidade com a saída de membros ocuparam cargos governamentais exemplo: Drª Adelaide-Directora Nacional de Saúde Pública, Maria de Lourdes Sardinha – Instituto de Pescas sendo que a mesma na altura era cantora da Banda SOS com a Drª Armandinha, do Naipe de baixo saiu Boaventura para formação em Cuba.

O recinto de saio foi ocupado com formação de guitarra clássica pelo professor Vietnamita Ton Dai cuja a formação de interromper por deslocações de missão militar.

SUA FILIAÇÃO NA UNAC

Apercebendo-se da lista de inscrição patente ao público na porta da sede da INAC inscreveu-se entre os 70 (Setenta) primeiros artistas embora o número catalogado no seu cartão de membro seja o 0287. Fê-lo primando pela formalização da carreira e pelas vantagens no processo de censura das obras musicais, umas das exigências da RNA aos músicos que quisessem aceder aos programas sobretudo a CT1. Por isso tem obras músicas gravadas na CT1 pelo  Duo Musical Animação.

O processo de censura das obras era assumido por Manuel Victória Pereira e Lino ambos do Duo Tchissossi, o qual foi facilitador para os artistas e a si em particular pois antes recorria atenção de pessoas eruditas na literatura interpelando-os com humildade em pequenos momentos para obter seu parceiro critico e sita referências tais como: António Jacinto, (na UEA), Jorge Macedo (no OUL), Dona Isabel Dinis Esposa do Jogador Internacional Dinis (Brinca na Areia) sendo ela na altura Secretária da Embaixada do Brazzaville em que a mesma tinha-lhe emprestado o livro de poemas de Florbela Espanca, e valeu-lhe na tradução do Poema de Raul David em Francês da obra Cantares do Nosso Povo com o qual pensava participar no concurso  internacional da Rádio França (RFI)- DECOUVERT com a autorização favorável de Raul David a partir de Zâmbia onde se encontrava em serviço diplomático. Recorria ainda á Drª. Maria Ângela Ex. Professora e prima de Alda Lara, se esquecer a amiga Celita funcionaria programadora de Software na Lello- Olivetti que sendo amiga do Casse (RNA) o encorajou a inscrever-se na Brigada Jovem de Literatura (B.J.L.).

Quando o Duo Musical atravessava o seu momento áureo, havia outros já consagrados tais como: Tchissossi, Filipe Zau e Filipe Mukenga, André Mingas e Katila, Valdemar Bastos e outros.

INGRESSO NO CORAL GIGANTE DO FENACULT

Este coral constituiu uma das maiores estruturas em Angola antes e pós independência formado pela Secretária de estado da cultura em prol das festividades do Fenacult-1989.

Os coristas foram recrutados partir dos corais de igrejas das denominações existentes em Luanda.

O Músico ElafantInscreveu-se voluntariamente e veio a constituir-se num dos impulsionadores e organizadores do coro ao lado dos professores Chimbandongo e Mateus Sebastião, e as sessões de ensaio decorriam no CINE 1º de Maio.

Teve um elevado nível empenho prestando informações pontuais sobre as sessões de ensaios, ocorrências de falhas de transporte e como chave fundamental a motivação aos coristas e orientação para os objectivos.  

PARTICIPAÇÃO EM CONCURSOS

Venceu três edições provinciais em Luanda e a representou em duas fases nacionais, no Cubal/Benguela e Luanda em 1989.

Participou no concurso Nacional da canção do Fenacult integrando o Colectivo K.K-(Quarteto) Francisco Melo, Noa Wete, Realtino Fançony e Elias Afonso tendo o grupo recebido carta de felicitação do Secretário de Estado da Cultura Boaventura Cardoso, o Sr. Óscar Guimarães introduziu uma cláusula no regulamento após isso fez anuncio público inapelável favorecendo Filipe Zau e Eduardo Paim que nem estava inscrito no concurso, receberam o prémio de 12 mil USD,  mas a vida artística prossegue a sua marcha:

INOVAÇÕES

Pela dádiva divina de multiplicar o dom musical, teve o seguinte empenho:

Participação em projectos ou eventos tais como:

OUTROS CONTRIBUTOS DE REALCE

No encontro provincial de quadros de Benguela, remeteu através do Engenheiro Teta Ministro da Ciência e Tecnologia, proposta ao seu irmão Dr. Teta Decano a criação da Universidade Regional da SADEC concede em Benguela prevendo o desenvolvimento do corredor do Lobito com base nas instalações abandonadas do então quartel colonial.

Não obteve resposta mas no local veio a construir-se o ISPB numa pequena parcela.

Propôs ao Governo Provincial, Administração e MAT a atribuição da nomenclatura Ombaka ao Município Sede enquanto o nome de Benguela só para a Província muitos anos antes da requalificação territorial.

PRIMEIRA OBRA DISCOGRÁFICA

Título: A MINHA VEZ

Produção: Dodó Miranda-Home Stúdio

Masterização e Edição: Europa

Autografada no CINE Atlântico

Prefaciada no Jornal de Angola por Francisco Pedro.

Autografou obras para o Brasil, América, Inglaterra, Congo, África do Sul, Canada.

Autografou na Igreja da Sagrada Família para os fiéis dentre eles Waldemar Bastos.

Prestou entrevistas:

Televisão: Revista Musical, Ecos e factos, Tarde Musical e Sem Limites.

Rádios: Ecos do Evangelho, RNA – Huambo, Bié, Cabinda, Soyo, Bengo, Kuando Kubango, Cuanza-sul, Benguela e Rádio Morena.          

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